Como Passei a Usar e Recomendar "Linux"

| Categoria: Dicas de Informática|
Como Passei a Usar e Recomendar

Uso e recomendo linux, quer saber o porque?


Como passei a gostar, usar e recomendar “Linux”.

Muitas pessoas quando escutam falar de Linux imaginam logo isso:

Terminal Linux - 0

Ou Isso:

Linux Educacional - 0

Porém não é bem assim, para começar vamos esclarecer bem o que é Linux:

Linux é o núcleo do sistema operacional “kernel”, ele é responsável pela comunicação direta com o Hardware do seu computador, ou seja, é ele que gerencia o hardware e possibilita que os outros programas façam uso dele.

 

Mas se o Linux é apenas o núcleo, como usamos ele?

Muitas empresas ou até mesmo programadores independentes desenvolve Distribuições “Sistemas Operacionais”, com este núcleo, são as famosas Distros.

As distros sim são sistemas operacionais, que contém ferramentas e softwares que se comunicam com o kernel, possibilitando o uso do sistema.

Existem milhares de Distros no mercado, e a grande maioria são gratuitas. A mais utilizada atualmente é o Ubuntu. (‘que é o que eu também uso’).

 

Eu particularmente não gostava de “Linux” de forma alguma, o principal motivo disso foi sem dúvidas os PCs da escola onde eu estudei. Não sei falar ao certo qual era a distribuição usada, o que eu lembro bem era apenas o Pinguim (TUX) na barra de tarefas, aquele sistema travava horrores (Porem levando em consideração o meu conhecimento hoje, acredito os travamentos se davam pelo hardware mesmo, eram bem fraquinhos os PCs), além de não conseguir colocar joguinhos nele, eu tinha apenas 12 anos, e também achava ele bem mais difícil de mexer.

A partir daí, quando se falava em “Linux”, eu sempre me perguntava, mas porque diabos isso ainda existe, ninguém usa isso, é muito difícil. Mas nunca tinha pesquisado sobre o sistema, para saber do que realmente se tratava.

A coisa mudou um pouco, quando estava fazendo meu curso técnico, tive aula com um professor que sempre usava um sistema diferente. Em uma das aulas dele, ele falou sobre o sistema que usava, era o Debian. Foi aí que eu percebi que não era tão feio quanto eu lembrava. Ali a sementinha da curiosidade foi plantada, comecei a pesquisar sobre o assunto, me espantei com a quantidade de material de apoio na internet, e a quantidade de sistemas operacionais diferentes que eu nem imaginava que existia.

Porem no início, fiquei só nas pesquisas mesmo, como já tinha pesquisado sobre o assunto acabei vendo uma das principais desvantagens dos sistemas, que era a falta de jogos, e como sempre gostei dos games, não estava querendo abrir mão. (Fiquei sabendo por fóruns). Até que arrumei um notebook, no qual o “PC da XUXA” dava de 10 a 0 nele. O note tinha tudo para ser bom, só que contava com um “bruto” processador Dual Core de Impressionante 1Ghz de frequência.

Nada funcionava direito, até para navegar na web estava complicado. Já que não dava para fazer muita coisa mesmo, decidi instalar uma distro Linux, “quem sabe dava para mexer no Facebook”.

Acabei instalando o Linux Mint, com Cinammon, simplesmente porque achei legal a distro. Como já tinha pesquisado, sabia que essa não era a distro mais leve que eu poderia ter escolhido, porem me surpreendi bastante, pela facilidade de se mexer no sistema, e pela velocidade com que o note ficou. Usei o Linux Mint até me desfazer do notebook.

 

Depois de acostumar com o sistema não consegui deixar de usar mais, não menosprezo o Windows, porem o percebi que não existe só ele, hoje uso o Ubuntu, e recomento fortemente o uso de distros Linux. Existem sim desvantagens, mas a maioria não se aplica a usuários domésticos.

 

Falar que “Linux” é difícil ficou no passado, os desenvolvedores cada vez mais investem na usabilidade dos sistemas para usuários domésticos, muitos deles possuem sua loja de aplicativos “Como se fosse a PlayStore”, onde é extremamente fácil instalar programas.

Com o passar do tempo, testei diversas outras distros “Estava desempregado, e com muito tempo para ficar instalando sistemas”.

 

Já usei o Debian, Linux Mint, Elementary OS, Deepin Linux, Fedora, OpenSuse, Ubuntu entre outros.

 

Os que mais me chamaram atenção e usei por mais tempo foram:

Elemetary OS, porque era leve, fácil de usar e bonito. Mesmo com as animações e outros componentes da interface gráfica, ainda ficava muito leve.

Deepin Linux, para começar era a cara do Windows, porem leve. Instalei apenas para ver como era (Vi o vídeo do DIOLINUX e achei a distro interessante), porem acabei usando por muito tempo, simplesmente por ter gostado de cara. Acabei também por instalar para alguns clientes, que viram o sistema no meu PC e acabaram gostando.

Linux Mint, foi a primeira que eu usei, muito fácil de mexer (lembra muito o Windows XP), rápida, estável e cheio de possibilidades de customização sem muito conhecimento, no simples clica e conclui.

Ubuntu, no começo não gostei, foi a segunda distro que instalei, a princípio foi ótimo, rápida, estável com uma compatibilidade incrível, tudo funcionava. Só tinha um pequeno detalhe que me incomodava profundamente, os botões da janela (Minimizar, Maximizar, Fechar) eram do lado esquerdo. Não implicava em nada no uso, mas eu detestava aquilo. Até que a Canonical resolveu mudar este detalhe. Para mim se tornou de longe a melhor distro Linux. Vem praticamente tudo de mão beijada, o que não vem, não falta tutoriais explicando.

 

Para quem não abre mão do Windows por causa dos jogos, ai vem uma boa notícia: Cada vez mais cresce a compatibilidade de jogos no Linux, a Steam principalmente vem investindo pesado nisso, com o projeto “Proton”, que faz com que todos os games desenvolvidos para Windows funcione no Linux, e para minha surpresa, FUNCIONA. Fiz o teste com o jogo S.T.A.L.K.E.R.: Shadow of Chernobyl, pois meu PC é um pouco modesto ainda, mas funcionou muito bem.

Para saber mais sobre este projeto visite:

https://www.diolinux.com.br/2018/08/steamplay-windows-games-no-linux.html

(Foi lá que eu fiquei sabendo).

Hoje recomendo “Linux para quase todo mundo”, ficando de fora apenas quem depende muito do MS Office, e realmente não tem como usar o LibreOffice, e quem possui computadores com APU AMD, ou Placas de Vídeo ATI, pois o suporte deles nas distros Linux é horrível, “o que deve mudar daqui um tempo”.

 

E as principais dicas que eu deixo para quem pretende experimentar mudar de sistema é:

1ª “Linux” não é Windows! Isso mesmo, de nada adianta querer testar um sistema diferente, se eu querer que ele vire outro. Então abra a mente, conheça as opções de programas para Linux, “Sempre tem Opção”.

2ª Não desista na primeira dificuldade, como o sistema é outro, nem tudo vai ser feito exatamente como no Windows, o que não quer dizer que é difícil, e sim diferente.

3ª Use distros com interfaces mais amigáveis, e com mais conteúdo de ajuda na internet, como Linux Mint, Deepin Linux, e Ubuntu. Distros com Arch Linux, por exemplo dependem de um pouco mais de conhecimento, o que pode te fazer desanimar a princípio.  

 

Quero deixar claro que o objetivo desta publicação, não é que você passe a odiar o Windows (Como vi em muitos fóruns de ajuda), e sim que saiba que você tem outras opções de sistema operacional, e que fique livre a sua escolha.

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